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Fintechs brasileiras: as maiores e quanto valem

Foto: Wilfredor/Wikimedia Commons (CC0)
Quem são as fintechs brasileiras de capital aberto, quanto valem hoje e o que as levou até aqui.
Fintechs brasileiras estão entre as mais conhecidas do mundo. Algumas abriram capital na bolsa de Nova York e passaram a divulgar números auditados, o que permite comparar tamanho e valor com dados públicos. Este guia lista as maiores fintechs brasileiras com ações negociadas, com o valor de mercado consultado em 7 de outubro de 2026 e a fonte de cada número.
Um aviso antes da tabela: valor de mercado muda todo dia com o preço das ações. Os números abaixo são uma fotografia da data indicada, não uma recomendação de investimento.
Fintechs brasileiras: valor de mercado em outubro de 2026
Os valores abaixo vêm do CompaniesMarketCap, agregador que calcula o valor de mercado pelo preço das ações e pelo número de ações em circulação. Foram consultados em 7 de outubro de 2026, em dólares americanos. É uma fonte secundária, não um documento oficial das empresas.
| Empresa | Onde negocia | Valor de mercado (US$) | Data da consulta |
|---|---|---|---|
| Nu Holdings (Nubank) | NYSE | US$ 75,52 bilhões | 7/10/2026 |
| Inter&Co | Nasdaq | US$ 3,20 bilhões | 7/10/2026 |
| PagSeguro (PagBank) | NYSE | US$ 2,91 bilhões | 7/10/2026 |
| StoneCo | Nasdaq | US$ 2,63 bilhões | 7/10/2026 |
A distância entre a primeira e as demais é grande: pelos números da tabela, o Nubank vale mais de vinte vezes cada uma das outras três.
Como ler esses números
Valor de mercado é o preço de uma ação multiplicado pelo número de ações. Ele mostra quanto os investidores, naquele dia, estão dispostos a pagar pela empresa inteira. Não é o mesmo que receita, lucro ou patrimônio.
Três cuidados ajudam a não tirar conclusões erradas. Primeiro, o valor está em dólares, e a variação do câmbio muda a comparação em reais. Segundo, as empresas operam em mercados diferentes: algumas atendem principalmente pessoas físicas, outras principalmente lojistas. Terceiro, empresas com operação fora do Brasil, como o Nubank no México e na Colômbia, têm parte do valor vindo de outros países.
Se você quer acompanhar os números, a fonte mais segura são os relatórios trimestrais que cada empresa publica no seu site de relações com investidores e registra na SEC. Eles trazem clientes, receita e lucro auditados.
Nubank: a maior fintech brasileira
Segundo o comunicado de resultados do segundo trimestre de 2026, registrado na SEC, a comissão de valores dos Estados Unidos, em 13 de agosto de 2026, a Nu Holdings chegou a 139 milhões de clientes no total, sendo quase 118 milhões no Brasil, 15,8 milhões no México e mais de 5 milhões na Colômbia. No mesmo documento, a empresa informa que está acrescentando uma licença bancária completa às suas operações no Brasil.
No Brasil, o site oficial identifica a empresa como Nu Pagamentos S.A., instituição de pagamento. Por que isso importa está explicado em Nubank é banco ou fintech?.
Inter, PagBank e Stone
Inter&Co é a controladora do Inter, que nasceu como banco e migrou para o modelo digital. Suas ações são negociadas na Nasdaq.
PagSeguro é a empresa por trás do PagBank e das maquininhas PagSeguro, com forte presença entre pequenos lojistas. Negocia na bolsa de Nova York.
StoneCo nasceu como credenciadora, a empresa das maquininhas Stone, e ampliou a oferta para conta e crédito a lojistas. Negocia na Nasdaq.
As três têm modelos diferentes do Nubank, mais voltados a empresas e lojistas no caso de PagSeguro e Stone. Para entender o papel das credenciadoras e subcredenciadoras, veja subadquirente e instituição de pagamento.
E as fintechs de capital fechado?
Muitas fintechs brasileiras relevantes não têm ações em bolsa. Para elas, não existe valor de mercado diário. O que circula são valores de rodadas de investimento, informados pelas próprias empresas ou pela imprensa, que nem sempre são confirmados oficialmente. Por isso, este guia não lista avaliações de empresas fechadas: não há fonte pública verificável e atual para todas.
O que explica o crescimento das fintechs brasileiras
Regras que abriram a porta. A Lei 12.865, de 2013, criou as instituições de pagamento. Em 2018, o CMN criou a SCD e a SEP para fintechs de crédito, norma depois substituída pela Resolução CMN 5.050, de 2022.
O Pix. Instituído pela Resolução BCB 1, de 2020, tornou a transferência instantânea e gratuita para pessoas físicas um padrão, o que tirou dos grandes bancos uma vantagem antiga.
Um mercado concentrado. Muitas pessoas tinham pouca opção e tarifas altas, o que abriu espaço para quem oferecesse uma experiência melhor pelo celular.
Celular em todo lugar. O aplicativo substituiu a agência para boa parte dos serviços do dia a dia.
O que mudou para as fintechs em 2025
Duas normas de 28 de novembro de 2025 mexem com o setor. A Resolução Conjunta 17 proíbe instituições de usar nomes e marcas que sugiram um tipo de instituição para o qual não têm licença, o que atinge fintechs que usam a palavra banco sem ser banco. A Resolução Conjunta 16 regula o Banking as a Service, modelo em que uma instituição autorizada presta serviços oferecidos por outra empresa. Veja BaaS.
Além disso, a nova metodologia de capital mínimo do Banco Central, de novembro de 2025, elevou as faixas para instituições de pagamento e sociedades de crédito, com transição até 2028. Simule na calculadora Quanto custa abrir sua fintech.
Fintech grande ainda é fintech?
Com dezenas de milhões de clientes, algumas dessas empresas já têm tamanho de grande banco. O termo fintech continua sendo usado porque descreve a origem e o jeito de operar, digital e enxuto. Mas, para o regulador, o que vale é a licença: e, com a Resolução Conjunta 17, o nome e a marca precisam refletir essa licença.
Lições para quem quer ter a sua fintech
As maiores fintechs brasileiras começaram com um produto só e um público claro: um cartão sem anuidade, uma maquininha para o pequeno lojista, uma conta sem tarifa. Só depois ampliaram a oferta. Para quem está começando hoje, a lição é a mesma: escolha um público, resolva um problema bem e cresça a partir dele.
A diferença é que hoje não é preciso construir tudo do zero nem esperar uma licença própria para começar. O passo a passo está em como abrir uma fintech, e o conceito em o que é fintech.
Onde a Hub 360 entra
A Hub 360 entrega a tecnologia para novas fintechs: aplicativo, internet banking e painel com a sua marca, integrados a instituições autorizadas. A Hub não é corretora, não recomenda investimentos e não promete que a sua fintech vai chegar ao tamanho das empresas desta lista.
Perguntas frequentes
Qual a maior fintech do Brasil?
Pelo valor de mercado consultado em 7 de outubro de 2026 no CompaniesMarketCap, a Nu Holdings, controladora do Nubank, com cerca de US$ 75,52 bilhões, bem à frente de Inter&Co, PagSeguro e StoneCo.
Quantos clientes tem o Nubank?
Segundo os resultados do segundo trimestre de 2026, 139 milhões no total, sendo quase 118 milhões no Brasil.
Onde as fintechs brasileiras negociam ações?
As quatro da tabela negociam nos Estados Unidos: Nu Holdings e PagSeguro na NYSE, Inter&Co e StoneCo na Nasdaq.
Fintech brasileira pode se chamar banco?
Só se tiver licença de banco. A Resolução Conjunta 17, de novembro de 2025, proíbe nomes e marcas que sugiram um tipo de instituição sem a autorização correspondente.
O valor de mercado muda?
Sim, todos os dias, com o preço das ações. Os valores deste guia são de 7 de outubro de 2026.
Por que não aparecem fintechs de capital fechado na tabela?
Porque não têm valor de mercado diário. Avaliações de rodadas de investimento nem sempre têm fonte pública verificável e atual.
Onde conferir números oficiais das fintechs?
Nos relatórios trimestrais publicados pelas próprias empresas em seus sites de relações com investidores e registrados na SEC, nos Estados Unidos, quando as ações são negociadas lá. Eles trazem clientes, receita e lucro auditados.
- Nu Holdings: resultados do 2º trimestre de 2026 (Form 6-K na SEC, 13/8/2026)
- Nubank: rodapé do site oficial (razão social Nu Pagamentos S.A. - Instituição de Pagamento)
- CompaniesMarketCap: valor de mercado de Nu, Inter&Co, PagSeguro e StoneCo, consultado em 7/10/2026 (agregador, não fonte oficial)
- Banco Central: página Fintechs (SCD e SEP, autorização)
- Lei nº 12.865/2013 (arranjos e instituições de pagamento), arts. 6º e 12, Planalto
- Resolução CMN nº 4.656/2018, versão final: revogada e substituída pela Resolução CMN nº 5.050/2022
- Resolução BCB nº 1/2020 (institui o Pix e aprova seu regulamento)
- Resolução Conjunta nº 17/2025 (nomenclatura: uso de termos como banco)
- Resolução Conjunta nº 16/2025 (Banking as a Service, BaaS)
Conteúdo informativo, não é consultoria jurídica, contábil ou de investimento. Regras mudam: confira a norma vigente antes de decidir.





